"Então percebemos que tudo que começa errado, termina errado, a não ser que a percepção
seja aguçada a ponto de nos levar ao entendimento de que, se durante o rumo da nossa história nós tentarmos reverter o meio, não importa o principio, o Fim poderá ser melhor de acordo com as atitudes que temos no meio".
By leonardo Amorim
A inocência não permitia que o garoto entendesse o que se passava, ele não sentia vontade de chorar, e era bastante inteligente a ponto de saber que não caberia perguntar a ninguém o que estava acontecendo, tudo o que sentia era saudade, e foi movido por ela que resolveu tomar em sua mão direita o velho caderno e o lápis, quase no fim, e com força escreveu assim:
"Nada mais é como antes, chegam às 19:00 e você não vem com elas. Olho para a minha mãe e ela não olha mais nos meus olhos, também notei a falta de algumas coisas em casa, não me enxugo mais com a sua toalha, e lembro-me bem de como você chacoalhava minha cabeça com ela. Depois que tomávamos banho, lembro que sentava no seu pé para que você fizesse seus abdominais. Não importava o tempo que passava, todo dia eu contava, eram 3 horas, da hora em que você chegava até a hora que ia deitar, e todo dia, eu esperava ansioso por você. Um pouco antes de você sumir, também tinha notado algumas mudanças no seu comportamento e no dela, vocês mal se falavam, mal se olhavam, e pareciam disputar a minha atenção, como a um troféu. Eu não entendia, talvez um dia entenderia, mas não entendia, só queria que você voltasse. Sinto falta do seu abraço,e sinto falta do amor que você e minha mãe sentiam um pelo outro, do amor que eu fazia questão de querer imitar. No colégio, alguns amigos disseram-me que era normal os pais separarem-se, mas não entendi bem que eles queriam dizer. Tudo o que sei, e isso eu sei, é da saudade que sinto de você, e de como eu queria que você voltasse. Como eu queria acordar desse pesadelo que não tem fim! Se essa carta puder te trazer de volta, não hesitarei em errar o mínimo possível, você sempre exigiu tanto de mim, por isso vou passar a limpo quando terminar, e aparar as hastes da folha, como você sempre exigiu.
Hoje fiz uma prova, mas não me saí bem, tenho certeza, pois você não saía da minha cabeça. Preciso de você aqui, como referencial. Se essa carta fizer você voltar, farei questão de que chegue até você.
Te amo, pai. Volta logo..."
Ao terminar a carta o garoto tomou um envelope encardido, seria reaproveitado por ele, era uma carta que ele havia encontrado nas coisas de sua mãe. Ao tirar o conteúdo, leu a carta que estava dentro, que dizia:
"Não sei como contar-te, nem sei como fazer, mas preciso de um tempo. Eu percebi que tudo aconteceu muito rapido, e foi tudo tão cedo, o casamento, a gravidez, NÓS. Ontem, enquanto você dormia te observei, e percebi que você não é mais a pessoa por quem me apaixonei, lembro bem de como você era simples, e me tornou simples. Lembro de uma ocasião em que morávamos numa casa apertadíssima, e começou a chover dentro dela Estávamos com tanto frio que só tínhamos um ao outro pra recorrer, e foi tão dificil, mas tão gratificante, estar com você naquela casa simples, e nos amávamos tanto. Hoje eu olho pra essa grande casa, para nosso aquecedor, não há mais frio, não há mais simplicidade, nem ao nosso redor, nem nas nossas atitudes, está tudo tão mecânico, perdemos o sentido da vida. Não tenho coragem de contar isso olhando para você, por isso estou escrevendo pra dizer, eu ainda te amo, só não estou mais apaixonada por você.
Sinto muito, eu quero o divórcio...."
Um ruído aproximava-se do quarto, uma mulher morena e de voz suave aproximava-se, o garoto só teve tempo para colocar tudo embaixo da cama, e perceber o olhar triste e distante dela dizendo:
- Hora de dormir, apague essa luz, tem aula amanhã.
Antes que ela percebesse a tensão em seus olhos, ele simplismente virou o rosto em direção à parede e respondeu:
- Até amanhã, mãe. Eu te amo!
Ao amanhecer, a primeira coisa que fez ao levantar-se foi assinar a carta que havia escrito para seu pai, assim:
De: Lian Armstrong
Para: Serge Armstrong
Life City era uma cidadezinha localizada entre as montanhas. De cima, em um mapa, tinha formato parecido com o de um coração. Seu primeiro nome havia sido Hearth City, por conta da figura geométrica que a cidade formava, mas devido aos problemas cardíacos vividos na década de 50, o prefeito da época e a poupulação chegaram a um consenso de mudar o nome da cidade. Venhamos e convenhamos, cidade do coração, com um monte de gente morrendo por doenças cardíacas não soava legal, enfim, voltando a cidade, ela era pacata, e a média de idade de seus moradores era baixa, a estimativa de vida também, o clima era razoável, pouca chuva, muito calor no verão, muita chuva e frio no inverno e era inverno, e chovia bastante, quando uma figura grande e sombria caminhava pelas ruas da cidade. A figura dirigia-se a um estabelecimento, conhecido como Courriers Bar, ou simplismente CB.
A porta do CB abriu-se e a pessoa entrou, ainda com o chapéu cobrindo o rosto sentou-se em uma cadeira no balcão do bar e resmungou:
- Estou procurando este homem - disse ele mostrando uma foto ao balconista.
- Não o conheço, sinto muito - respondeu o balconista, com voz trêmula.
Ao perceber que a voz do balconista havia mudado, o homem levantou a cabeça para olhar o jovem mas antes que conseguisse, o jovem pulou o balcão e saiu correndo em direção à porta.
Toda ação gera uma reação, e a do estranho foi engatilhar um velho revolver e atirar em direção ao rapaz, mas sem sucesso... calmamente ele levantou-se e foi atrás do rapaz, sem correr, só andando, deixou a foto caída no balcão do bar, e no verso da foto estava escrito:
Matar Arnold Chues - o rapaz da foto!
Agora, Lyan encontrava-se no colégio, passou o dia pensando em como entregar a carta para o pai. Foi quando teve a ideia. Seu tio era o único em quem poderia confiar, não só por que seus nomes eram parecidos, mas por que desde a infância era o parente mais próximo que tinha. Depois de ter a ideia falou consigo mesmo:
"Leyton Armstrong. Tio você é minha chance".
Leyton era o que podíamos chamar de conquistador à moda antiga, não era uma boa influência para o sobrinho, e talvez por isso despertasse tanta admiração no mesmo. Tocava violão, escrevia livros (familiar?), nunca havia casado, tocava em bares, rodinhas de samba, e vez por outra, era pego correndo pelado com as calças na mão. Era uma figura! Mas andava triste, seu irmão mais velho, Serge, estava divorciando-se, e como era dele que vinha a verba para suas aventuras, sentia-se envergonhado de pedir mais dinheiro para suas farras, então simplismente calou-se.
Naquela noite, Lyan não parava de perguntar se seu tio Luan iria vir vistiá-lo, mas a mãe desconversava, e o tempo todo o mandava dormir, até qua a campanhia tocou.
Lyan correu em direção à porta, entusiasmado, e não perdeu nem um pouco do entusiasmo quando a abriu, lá estava diante de seus olhos, era um Armstrong, mas não era Leyton, e sim Serge. Era seu pai! Lyan só o abraçou forte, não queria mais largá-lo. Nunca mais!
Continua...
By Leonardo Amorim
Eiiii, eu vou ter que esperaar uma semana pra ler maiiis é? Brincadeiiira néh?
ResponderExcluirLéoo Seriioo mesmo, muiito bom, e tenho certeza que vai ser viciante, porque eu queroo ler maiis.
RsRs
Parabéénnns muiiiiito boom
Massa muito bom mesmo, agora vamos la post o resto, ja conseguiu me chamar a atenção.
ResponderExcluirParabéns
aaah não podia dá um caldinho todo dia,nem q seja só um parágrafo. necessito kkk ,amei,amei,parabéns maninho.
ResponderExcluirMuito bommm.... vou ficar torcendo pra q chegue logo a outra semana, rsrs... realmente, amei! parabéns, rsr... xeruh pra ti!!!
ResponderExcluirMuitooo bommm.. adoreiiii.. suas histórias me constragem.. Parabéns viuuu??? Amo vc!!!
ResponderExcluirGostei, mas a única coisa q eu não concordo é esperar a semana q vem p continuarr..
ResponderExcluirparabéns..
Eii ! é Brincadeira né...
ResponderExcluirpost logoooooooh !
muito mt mt mt Bom ;D
Amigo!!! Adorei!
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